11 de out de 2016

Hoje, consigo abaixar para amarrar meu cadarço

Depoimento de Tarcila Ornelas, paciente de Salvador





























Operei no dia 28/02/2012 em Salvador, no Hospital Sagrada Família. Quando fiz a cirurgia pesava 109 kg, atualmente, estou pesando 70 kg. Menos 39 kg no total.

Eu era uma pessoa sedentária, tinha preguiça de tudo menos de sair para comer, era meu programa predileto. Eu não tinha autoestima, eu era uma pessoa muito insegura. Não achava roupas que ficassem boas em mim, as roupas sempre eram fora de moda, isso me deixa muito mal, porque sempre fui muito vaidosa. Mesmo gordinha sempre gostei de me arrumar, mas chegou um ponto que me olhava no espelho e me perguntava como alguém poderia ter interesse em mim? Achava que era impossível. Isso me deixava muito mal. Além disso, por causa do meu sobrepeso, ganhei de presente duas hérnias de disco que tenho que conviver para o resto da minha vida. Resumindo, hoje vejo que eu não me sentia VIVA como hoje me sinto.

Mudou tudo após a cirurgia, e para melhor, com certeza. Hoje, consigo abaixar para amarrar meu cadarço sem me cansar, consigo subir uma escada sem “morrer no final dela”. Hoje, estou cuidando mais de mim, aprendendo a me amar, coisa que sempre busquei e não conseguia ou não sabia exatamente o que era. Minha autoestima mudou, minha saúde melhorou, me sinto realmente VIVA e com muita vontade de viver. Com a cirurgia vem aquela esperança, aquela luz no fim do túnel. E acredite essa luz existe, mas só depende de nós mesmo chegarmos lá.


Com certeza indicaria e indico a bariátrica, com uma ressalva de que a pessoa deverá estar com a cabeça muito preparada para o pós-operatório, que acredito que é a parte mais “difícil”. Para mim não foi difícil essa passagem pelo pós, pois sabia o que seria necessário, sabia de tudo que teria que passar para conseguir chegar no meu objetivo.

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